Insônia

Em mais uma noite de insônia (já quase acostumado, depois de quase um ano), sinto o tédio batendo à minha cabeça e decidi visitar o blog por alguns segundos após lembrar dos quotes da Edith Piaf sobre sono.

For me, sleeping is a waste of time. I’m afraid to sleep. It’s a form of death.

http://www.youtube.com/watch?v=d00o1_zUync

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‘The Abramovic Method Practiced by Lady Gaga’

O vídeo postado no dia 07 de Agosto de 2013 mostra Gaga treinando o método de Abramovic para desenvolver habilidades de performar peças de longa duração através de experiências e treinos físicos e mentais.

Já criticado (sem razão), o vídeo foi retirado do youtube por conter cenas onde Gaga aparece completamente nua andando pela floresta de olhos vendados. Marina inspira muitos artistas novatos em performance com seus métodos de conhecimento próprio e seus conhecimentos sobre limites do corpo humano pelas suas performances que exploram a parte física e mental da artista.

Os cristais são muito usados por Abramovic como forma de experienciar as propriedades de mudança mental que eles podem oferecer. “Eles trabalham no subconsciente buscando à fundo a memória do passado para balancear com o consciente. Sólido, amplifica sonhos.” Seus trabalhos criam significado pela interação com a imaginação e sentimentos do público para restabelecer o estado mental destes pela artista.

Marina afirma que após sua obra no MoMA “The Artist is Present” sua concepção de arte x público mudou mais uma vez e ficou mais forte, indicando a ideia de um novo nível de apresentar arte performática, envolvendo totalmente o público, fazendo com que deixem de ser classificados como apenas público.

O vídeo faz parte da campanha da Kickstarter para levantar dinheiro para Marina Abramovic Institute, um museu em Nova York, onde a artista pretende contruir um prédio para armazenar seus trabalhos e inspirar novas gerações de artistas.

Para seu novo trabalho, ARTPOP, a participação de Abramovic se mostra muito importante, não só pelo reconhecimento da artista como pelas formas de interações que vêm sendo desenvolvidas há um ano com diferentes empresas parar aumentar o nível de interação da música e arte com o público, através de aplicativos.

Ao final do ano esperamos ver Gaga e Abramovic apresentando alguma obra já prometida no anúncio oficial do álbum, que vem no início de Novembro. Enquanto isso, resta apenas esperar e aproveitar o processo artístico para apreciar melhor o produto final.

Em entrevista para a MTV, Marina diz que ficou surpresa com a resistência e os limites da Gaga. “Ela é uma estudante ‘hardcore’. Eu tive que vendá-la e ela ficou na floresta por três horas, picada por mosquitos e aranhas, arranhada por arbustos. Foi impressionante. Qualquer fosse o exercício, ela completava até o fim, sem reclamar. E meus exercícios são bem pesados.”

Os exercícios propostos são todos para circular e controlar a energia corporal. “Ela nunca dizia que era demais, ela dizia, ‘eu quero mais’, toda hora”. Abramovic diz que sentia como se Gaga fosse sua filha no momento em que as duas estavam sentadas em bancos no rio de costas uma para a outra, de modo que o importante era a presença de dois seres humanos e não o ambiente.

“A ideia é que artistas, mesmo vendados, devem ter visões como o de um homem cego. Sentir com seu corpo inteiro. Ela estava nos campos e na floresta com a pura intenção de achar o caminho de volta para casa.”

Marilyn Monroe

Mais do que escrever sobre a vida de Marilyn Monroe, eu gostaria de questionar o que faz um ícone, como alguém se torna tão famoso por décadas e décadas após a sua morte e ainda continua sendo idolatrado sem que as pessoas mal saibam de sua carreira.

Talvez um ícone tenha uma fórmula mágica de tragédia: quanto mais trágica for a vida pessoal da celebridade que as pessoas procuram tanto saber, entender e investigar, mais a imagem de uma coitada com tanto talento e uma vida desperdiçada é enaltecida. Quantas pessoas que temem em tanto indicar Monroe como uma diva ou um ícone feminino viram algum momento de sua carreira como atriz?

Não que eu esteja dizendo que Marilyn era uma atriz ruim (Bette Davis discorda), não que eu ache que ela não mereça ser tratada como um ícone e não estou tentando dizer que ela não merece nenhum reconhecimento. Estou tentando questionar o que constrói a imagem de uma pessoa, tomando-a como referência.

Marlyn é e sempre foi reconhecida pela sua beleza. Sua morte provocou uma popularização de sua imagem, o que desencadeou um olhar sobre sua vida pessoal, com três casamentos e diversos amantes, incluindo o ex-presidente John F. Kennedy e seu irmão, Robert Kennedy. Sua infância também havia sido conturbada, mas nada comparada com sua morte ainda não totalmente desvendada, apontada como suicídio por overdose. Sua morte é referenciada como “uma das maiores teorias conspiratórias de todos os tempos”.

“The most important facts are: she was a brilliant comedian who mocked the sex doll manqué that was American ultra-femininity in the Fifties, even as she was its greatest incarnation. She was (effectively) an orphan. She was ambitious. She was kind-hearted. She was pornographic. She was a drug addict. She died at 36, and she may have been murdered because she threatened to expose JFK and his brother Robert, both of whom she was sleeping with; if not, she killed herself. This is the chaos the biographer finds.” Tanya Gold

Fora sua vida pessoal, ela é conhecida pela cena no filme “The Seven Year Itch” e sua homenagem de parabéns para o então presidente Kennedy.

File:The Seven Year Itch (Marilyn Monroe's skirt blows up).jpg

Eu tenho certeza de que não fui claro, não apresentei um ponto ou argumentos totalmente coerentes porque eu queria deixar essa pergunta no ar. Acho que não sei o suficiente sobre Marilyn, desconheço pessoas que tentam questionar a sua carreira e fama, então tento deixar a pergunta aberta para discussão tendo em vista formar a minha própria opinião sobre a tão reverenciada atriz (ou celebridade?) e mais tarde escrever respondendo à minha própria pergunta sobre ícone, a vida de Marilyn e seu legado.

Paparazzi

Letra

Paparazzi é inspirada principalmente na morte da Princesa Diana que morreu num acidente de carro e foi seguida pelos paparazzis até a sua morte. A letra referencia as armadilhas da fama e a perseguição, fazendo alusão ao amor e a fama de forma psicótica e obsessiva.

Vídeo

Em uma mansão, Gaga e seu namorado estão se beijando em uma cama, enquanto ela a pergunta se ele a ama. Após responder “é claro” e ele a leva para o varanda, onde armou paparazzis escondidos para fotografá-los. Após ser notar a armação, ela tenta se afastar e bate com uma garrafa de champagne na cara do namorando, fazendo com que ele a jogue do balcão. A cena onde ela cai em camera lenta em um fundo preto e branco é referência ao filme “Vertigo” (Um Corpo que Cai) do Hitchcock. Enquanto sangra no chão, ela é fotografada pelos paparazzis, em um posição de referência à Marilyn Monroe, enquanto jornais anunciam o fim da cantora. Ao fundo dos sons de flash das câmeras, barulhos de esfaqueamento foram adicionados para dar efeito à cena.

Enquanto a música começa, Gaga sai de uma limousine acompanhada de dançarinos que a carregam numa cadeira de rodas até o salão principal, onde ela muda para uma roupa metálica, fazendo referência ao filme Metrópolis. Isso pode simbolizar a mudança ou transformação dela. Enquanto ela caminha em sua roupa à la Maria (feito por Mugler e usado no vídeo “Too Funky“), imagens mostram 10 modelos/serventes mortas em diferentes locais da mansão.

Usando uma roupa e óculos que lembram o Mickey, Gaga lê uma revista com capa “THE NEW IT GIRL” ao lado de seu namorado, usando um tapa-olho. Ela coloca veneno na bebida dele e liga para a polícia, dizendo que matou seu namorado. A polícia investiga e prende Gaga, que é levada para o carro da polícia acompanhada por flashes e notícias de jornal dizendo que ela é inocente e que está de volta. Ao final, posa para seu “mug shot” como uma modelo, para dar continuação ao vídeo de Telephone.

Performances

Em turnês, Paparazzi é usada como um momento ápice onde Gaga deve enfrentar algum inimigo/obstáculo. Na Monster Ball, ela mata o “monstro da fama” e na Born This Way Ball, a “Mother GOAT”, a narradora e uma espécie de dona de GOAT (Government Owned Alien Territory in space).

E em 2009, para entrar para a história do VMA (enquanto ainda não podemos afirmar ter entrado para mais histórias), Paparazzi fez com que Gaga ganhasse um novo status. A performance dificilmente pode ser imaginada sendo superada por ela mesma, com vocal perfeito, uma pausa para o piano perfeita e dança perfeita. Obviamente, o momento mais importante é quando ela para de tocar piano e caminha para a catwalk do palco e começa a sangrar, despertando um som de choque pela platéia presente, terminando pela Gaga sendo pendurada em um gancho no ar.

A performance claramente significa a morte de celebridades pela fama, ainda mais pela música escolhida, o cenário, os flashes e a introdução “Amidst all the flashing lights, I pray the fame won’t take my life”. Se nunca viu, veja, antes que eu diga que é a melhor performance da música pop de todos os tempos.

Who Shot Candy Warhol?

Em um momento 100% Warholiano, Gaga usa referências para seus “Crevette films” (Crevette = camarão; pequenos e saborosos) como interlude da The Fame Ball. Sua personagem, Candy Warhol, passa por um processo de transformação para uma celebridade fabricada. O nome Candy, eu acredito ter vindo da Candy Darling, um dos braços direitos do Andy Warhol na Factory. Também acho que o título faz referência à Andy, pelo filme “I Shot Andy Warhol“, que conta a história da Valeria Solanas, uma feminista radical que tentou vender seu manifesto à Warhol, mas foi ignorada e acabou atirando nele, que quase chegou a morrer.

THE HEART

Na primeira parte, Candy tenta convencer um homem de que o Pop comeu seu coração e quando ela tenta dizer como se sente, o homem pergunta “vazia?” e ela nega: “Me sinto livre.”

Nesta primeira parte, a questão é clara: ela deveria se sentir vazia sem seu coração, sem sentimentos, mas ela se sente livre. Livre de/para que?

THE BRAIN

Agora o Pop comeu seu cérebro; ela não perdeu a “cabeça”, sabe exatamente onde está. “Ele deixou algo para trás.” “Uma máquina.” Seria esta máquina a que produz celebridades/produtos constantemente? Todos iguais, fabricados em massa para a população? “E então eu pensei: a fama.”

Notem o som de máquinas trabalhando ao fundo no início do vídeo, como se estivesse realmente fabricando algo, e a escova de Hello Kitty, um símbolo de inocência e fabricação (para os mais radicais, controle mental).

THE FACE

“O que o Pop disse?” “Ele precisava de uma cara nova.” Com a cara desfocada, Candy se apresenta como Miss Candy Warhol, mas o homem não gosta de sua resposta, ele quer seu nome de verdade. “Eu não entendi a pergunta.” E em seguida tenta atirar, incorporando ‘Triple Elvis’ do Warhol.

Os vídeos criticam a produção de uma celebridade, sem coração, sem cérebro, sem rosto. O Pop devora tudo o que as pessoas tem para oferecer e criam robôs ou produtos, todos iguais. As três peças mostram a evolução e formação de uma estrela, que ao fim, deixa de ser ela mesma e se apresenta com outro nome. Agora ela é Candy Warhol, mais uma celebridade.

Como já comentado em outro post, era exatamente isso com o que Andy Warhol trabalhava: a repetição, o culto a celebridade, o ícone, a fama e os meios de produção. Gaga critica isso em seu trabalho, chegando a dizer que tem medo de Hollywood na entrevista para o Showstudio (e também em várias outras ocasiões) pela fabricação, o sintético e a ideia de falso que oferece.

Bill Cunningham

Há mais ou menos duas semanas eu decidi aleatoriamente pesquisar sobre filmes que falavam sobre moda e me deparei com “Bill Cunningham New York“. Fiquei interessado, um fotógrafo influente no mundo da moda em Nova York, com certeza parece algo que eu me interessaria de cara. Após ler um pouco sobre ele, resolvi ver o documentário biográfico e me apaixonei.

Em seu colete azul, sua bicicleta e uma câmera no pescoço, Cunningham pedala pelas ruas de Nova York fotografando o que ele acha que merece atenção, sempre deixando claro que não gosta de roupas sem graça. Trabalha para o The New York Times com suas fotografias de moda de rua.

O documentário fala sobre o modo de vida tão diferenciado de Cunningham. Mora num apartamento minúsculo no Carnegie Hall, lotado de suas fotos arquivadas, sem banheiro, cozinha ou sala. Ele usa o banheiro público do prédio e dorme numa cama pequena em cima de mais arquivos de fotos.

Em sua 29ª bicicleta (teve 28 bicicletas roubadas), ele vai para eventos, festas e jantares para fotografar modelos, artistas e celebridades. Sempre recusa comer ou beber enquanto está trabalhando, mesmo que sempre o ofereçam. É conhecido por ter fotografado milhares de artistas nas ruas (apenas o que se vestem de uma maneira não entediante) e fotos ousadas de pessoas que por elas passam.

O modo como ele soa ingênuo, o seu trabalho, seu estilo de vida e a importância dele para o mundo da moda me conquistaram com facilidade. De alguma forma, ele conhece todo mundo assim como todos o conhecem, superficialmente, sem nenhum detalhe da vida pessoal. Os artistas não sabem como ele vive ou sobre seu passado e nem isso é revelado no documentário, já que ele não se sente a vontade falando sobre o assunto.

Acho que o que mais interessa nele, juntamente com sua humildade e ingenuidade, é o espírito de inclusão. Assim como vemos em muitos outros discursos, ele acaba pregando que a moda e a arte podem estar em qualquer lugar. A maneira com que você se expressa também é arte e está nas ruas, não só em determinadas classes sociais ou eventos. Podemos fazer arte sem sermos artistas.

Rhythm (Marina Abramovic)

Marina Abramović é uma das artistas performáticas mais conceituadas da atualidade. Iniciou sua carreira no início dos anos 70 e performa até hoje, sendo considerada a “avó da arte performática”, explorando a relação entre o artista e o público, os limites do corpo e da mente.

Durante sua infância, foi muito disciplinada por conta de seus pais e ela acredita que isso tenha influenciado em sua carreira.  Suas principais performances são os “Rhythms“, “Seven Easy Pieces” e o recente “The Artist is Present“.

Eu resolvi falar sobre ela porque eu gosto muito de arte performática/performance artística e todo o questionamento do público sobre o que é arte. Acho que tenho uma paixão especial porque qualquer coisa que consideram estranha ou sem sentido, porque os pontos explorados por estes prova exatamente o contrário. Além disso, ultimamente ela tem sido muito mencionada por começar a trabalhar com artistas como Jay-Z e Lady Gaga (entrevista com a Gaga em 2010, falando sobre a Marina).

RHYTHM 10

Em 1973, ela fez a primeira performance da série que consistia em colocar vinte facas de diferentes tipos alinhadas e gravar a performance com uma fita de áudio. Marina fazia o “jogo da faca” que consiste em mirar a faca nos espaços entre os dedos. Toda vez que ela se cortava, mudava de faca. Depois que todas as vinte facas (todos os ritmos) foram usadas, ela parava a fita e ouvia, concentrada. Logo, repetia a performance, usando as facas na mesma sequência, no mesmo ritmo, se cortando nos mesmos lugares. Os erros do passado e do presente se encontram em sincronia. Ela escuta a fita da primeira e da segunda fita em sincronia e vai embora.

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RHYTHM 5

Em 1974, ela construiu uma estrela de madeira e colocava em fogo. Ela anda pela estrela, corta seus cabelos e suas unhas e joga no fogo. Então ela entra na parte central da estrela e deita. No momento, o fogo consumiu todo o oxigênio, fazendo com que ela ficasse inconsciente e duas pessoas que assistiam a retiraram. “Depois do Rhythm 5, eu estava tão incrivelmente irritada por haver um limite na performance e quando você perde a consciência, a performance não está mais acontecendo.”

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RHYTHM 2

Em consequência do Rhythm 5, ela resolve testar os níveis de inconsciência. Na primeira parte da performance, ela pílula para catatonia, deixando seus músculos imobilizados e permitindo ficar na mesma posição por horas. Por mais que ela não pudesse mover seu corpo, estava lúcida e observava o que estava acontecendo.

Dez minutos depois dos efeitos da primeira pílula passar, ela tomou um para agressividade e depressão, fazendo com que estivesse presente fisicamente, com o corpo, mas mentalmente ausente, fazendo com que ela não tenha nem lembrança dos momentos do efeito.

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Essa performance é uma das mais conceituadas e populares da Marina. O objetivo é testar os limites de interação entre o público e o artista. Ela ficava completamente imóvel próxima a uma mesa com setenta e dois objetos que o público podia usar, entre eles: mel, rosas, cartas, uma arma carregada com uma bala e tesoura.

Por seis horas, o público podia interagir como quisesse com a artista. Nas primeiras horas, foram mais tímidos, mas com o tempo passaram a ser mais agressivos. Cortaram a sua barriga, cortaram sua roupa e apontaram uma arma para sua cabeça. “Eu aprendi que se você deixar nas mãos do público, eles podem te matar.” 

Top 10: Bruce Springsteen

Serei bem direto e dizer que eu não conheço todas as músicas do Springsteen mesmo faltando quase um mês para ir ao show.

10) Tenth Avenue Freeze-Out

A música fala sobre a formação da E Street Band e até hoje ninguém sabe, nem o próprio Springsteen, o que significa o título. “When the change was made uptown and the Big Man joined the band, from the coastline to the city, all the little pretties raise their hands.”

9) We Take Care of Our Own

Frustração sobre o fato que as pessoas não se ajudam tanto nos tempos de crise econômica. A música lembra ‘Born in the USA’ por conter letra (não tão) patriota em tom irônico. “Where’s the love that has not forsaken me. Where’s the work that set my hands, my soul free. Where’s the spirit to reign, reign over me. Where’s the promise, from sea to shining sea. Wherever this flag is flown, we take care of our own.”

8) Born in the USA

A música menciona os problemas que os veteranos da guerra do Vietnã encontraram ao voltarem para os Estados Unidos. Essa é uma das músicas mais mal interpretada de todos os tempos, por se deixaram levar pelo título e achar que é uma música patriota. “Got in a little hometown jam, so they put a rifle in my hand, sent me off to a foreign land to go and kill the yellow man.” 

7) Cover Me

Não precisa de explicação. “The times are tough now, just getting tougher. This old world is rough, it’s just getting rougher. Cover me, come on baby, cover me. Well I’m looking for a lover who will come on in and cover me.”

6) I’m Goin’ Down

Uma música divertida com ótimo solo do Clarence. “We get dressed up and we go out, baby, for the night. We come home early burning, burning in some fire fight. I’m sick and tired of you setting me up, setting me up just to knock-a knock-a knock-a me down.”

5) Bobby Jean

Pelo nome não remeter a um sexo específico, a música pode ganhar vários significados, porém ela foi escrita sobre quando um grande amigo e guitarrista deixou a banda. Destaque para outro solo do Clarence ao fim da música. “We told each other that we were the wildest, the wildest things we’d ever seen, now I wished you would have told me. I wished I could have talked to you, just to say goodbye, Bobby Jean.”

4) No Surrender

Essa frase, para mim, resume a música e pode te pegar de surpresa se tive medo de seguir seu coração “Well, we bursted out of class, had to get away from those fools. We learned more from a three-minute record, baby, than we ever learned in school. Tonight I hear the neighborhood drummer sound, I can feel my heart begin to pound. You say you’re tired and you just want to close your eyes and follow your dreams down”

3) Dancing in the Dark

Tirando o fato do vídeo ter a Courtney Cox no início da carreira, é definitivamente a música que me fez gostar do Bruce. A música fala da dificuldade de conseguir escrever uma música e ainda sob pressão da gravadora, o que acabou virando um de seus maiores sucessos. “I check my look in the mirror, I wanna change my clothes, my hair, my face. Man I ain’t getting nowhere, I’m just living in a dump like this. There’s something happening somewhere, baby I just know that there is.”

2) Thunder Road

Ouça até o fim e você entenderá. “It’s a town full of losers and I’m pulling out of here to win.”

1) Born to Run

Perfeita e sem perder o ritmo do início ao fim e que sempre caracteriza o Springsteen com seus sonhos de se chegar a um lugar em que sonhamos e serve de inspiração para milhares de artistas. “Together Wendy, we’ll live with the sadness, I’ll love you with all the madness in my soul. Someday girl I don’t know when we’re going to get to that place where we really want to go and we’ll walk in the sun, but until then, tramps like us, baby, we were born to run.”

All About Eve (A Malvada)

A atriz ambiciosa Eve Harrington cria uma manobra para entrar na vida de Margo Channing, uma atriz veterana da Broadway, e seu círculo de amigos, envolvendo Karen Richards, Lloyd Richards e Bill Sampson. A primeira vista, a impressão de Eve é de uma atriz ingênua e apenas uma grande fã que quer ajudar Margo, porém as suas intenções se mostram claras com o decorrer da história, envolvendo a questão do ponto que uma pessoa pode chegar para ter a fama e o reconhecimento.

Margo Channing é interpretada pela fantástica Bette Davis, criando uma personagem que ainda acredita no seu potencial como atriz, mas em fase final de carreira pela idade. O seu ‘medo’ de Eve é claro, por poder ser trocada por uma atriz mais jovem, que tenta a todo custo sugar toda sua carreira e ter sucesso.

O elenco também conta com Marilyn Monroe, no início de sua carreira, fazendo papel de Miss Casswell, uma jovem atriz sem experiência que tenta se aproximar de homens importantes do show bussiness para conseguir papéis, mesmo que sejam pequenos.  A inexperiência de Monroe foi intimidada por Bette Davis, depois de demorar 11 takes para completar uma cena. Até sua contratação para o filme foi questionada, já que o produtor Darryl Zanuck acreditava que ela pertencia a filmes de comédia. Apesar do bom personagem que Marilyn interpretou, minha antipatia com ela cresceu mais um pouco, me levando a questionar sua idolatração.

Considero um ótimo filme e um ótimo meio de discussão sobre idade, caminhos da fama e a confiança. No mesmo ano foi lançado o filme “Sunset Boulevard” (Crepúsculo dos Deuses) que trata da mesma ideia e, particularmente, é meu preferido dentre os dois. Os papéis interpretados por Bette Davis e Gloria Swanson são muito parecidos e inquestionáveis quanto ao nível de atuação, mas acho que All About Eve possui um reconhecimento maior.

Marilyn Diptych

Uma das peças de arte mais famosas do mundo, ‘Marilyn Diptych’, feita por Andy Warhol em 1962, foi feita por silkscreen, técnica muito utilizada por Warhol durante toda sua vida por persistir na repetição de várias imagens iguais.

Assim que Marilyn morreu, em agosto de 1962, Andy passou meses fazendo silkscreens dela, de uma mesma imagem da revista Niagara. E Warhol sabia muito bem sobre a vida das celebridades, a fama, o mecanismo da repetição e as visões sobre uma celebridade. Desde muito pequeno soube diferenciar o ícone da imagem, que começou pela sua adoração à Shirley Temple. Diferentemente de seus irmãos, ele adorava ir ao cinema ver filmes dela e pensar que ele poderia se passar por ela, por fazer o mesmo que ela fazia nos filmes, na vida real. Queria ser famoso, ser dono de uma fábrica e salvar sua mãe da classe trabalhadora de Pittsburgh. Ele costumava catolizar as imagens que ele tanto via durante a infância, transformando as imagens da cultura popular americana em ícones Bizantinos. Warhol sabia que uma imagem, como uma foto na revista, representava algo ausente do presente, enquanto o ícone incorporava a presença daquilo que representava. No caso das imagens da Marilyn, são entidades diferentes como imagem e ícone, uma fotografia história da Marilyn Monroe, que estava morta, e a pintura do ícone da presença ‘mágica’ da Marilyn no ambiente onde a pintura está.

“Because the more you look at the same exact thing, the more the meaning goes away. And the better and emptier you feel.”

“I don’t want it to be essentially the same – I want it to be exactly the same.”

É muito importante notar que metade das cinquenta Marilyns são coloridas e as outras em preto e branco, assim como há apenas a repetição de uma imagem e como as imagens possuem algumas diferenças entre elas. A mudança de cor pode muito bem representar a vida e a morte, o símbolo e a realidade. As imagens coloridas dão vida, passando a impressão do produto usado pela mídia e consumido pelas grandes massas. Assim como percebe-se que as imagens vão ficando mais claras de modo que parece se desfazer até um momento poder atingir o branco, a mortalidade da estrela. Porém, enquanto a imagem estiver ali, o ícone sempre estará presente.

A transição do colorido para o preto também pode ser feito de modo contrário, fazendo com que a imagem passada seja do clássico “você pode ser uma celebridade” ou uma espécie de American Dream, de maneira a criar duas realidades diferentes no mesmo conceito.

Assuntos como esse voltarão porque ainda há sempre muito o que falar e explorar neste assunto com vários artistas diferentes e vários exemplos diferentes. Sou apaixonado por discussões de produção em massa, enaltação da imagem e culto ao artista, além da queda e questionamento da arte e do artista na sociedade atual.

O modo de produção das peças de Warhol sempre fizeram o mundo questionar a arte presente, além da técnica usada por ele. A televisão, o comércio e a fama também podem ser arte? A repetição e o consumo apresentados por ele podem ser considerados uma forma de arte e questionamento da sociedade moderna?