Dance in the Dark

Escrita por Gaga e produzida por Fernando Garibay, Dance in The Dark está no álbum/EP ‘The Fame Monster’ (2009). Por ser minha faixa preferida da Gaga, resolvi analisá-la.

O álbum trata de diferentes medos, cada música representa um medo (romance, sexo, vício, verdade, morte) e Dance in the Dark representa o medo próprio, a insegurança. A letra fala sobre uma garota que é insegura com o próprio corpo e só consegue fazer sexo no escuro, onde ela libera seu “animal” interior. Gaga diz que mulheres e homens podem se sentir inseguros o tempo todo e não só apenas durante uma fase da vida.

LETRA

(Make it stop!)
Silicone. Saline. Poison. Inject me.
Baby, I’m a free bitch, I’m a free bitch.

Na introdução da música, são listadas maneiras de modificação corporal, comparando-as com veneno. Entende-se que pessoas inseguras podem resolver este problema injetando silicone no corpo para se sentir “livre”, de uma maneira sexual.
Some girls won’t dance to the beat of the track
She won’t walk away but she won’t look back
She looks good but her boyfriend says she’s a mess
She’s a mess she’s a mess
Now the girl is stressed
She’s a mess she’s a mess
A garota em questão se sente insegura com seu namorado, porque mesmo sendo bonita, é tachada por ele de feia/bagunçada. Mesmo assim, ela não se afasta por não saber como é não se sentir insegura ou talvez até por amor. De qualquer forma, podemos notar pelo primeiro verso que ela não é uma garota comum, que segue os padrões sociais de outras garotas.
Baby loves to dance in the dark
‘Cause when he’s lookin’ she falls apart
Baby loves to dance in the dark
No refrão, ela apenas enfatiza que a garota ama “dançar” no escuro, ou seja, fazer sexo no escuro, porque quando seu namorado está olhando, ela se sente insegura.
Run, run her kiss is a vampire grin
The moon lights her way while she’s howlin’ at him
She looks good but her boyfriend says she’s a tramp
She’s a tramp she’s a vamp
But she still does her dance
She’s a tramp she’s a vamp
But she still kills the dance
No escuro ela pode liberar seu “monstro” interno/sexual. Ela deixa marcas de vampiro e uiva para ele, no sentido de liberar seu lado sexual, mas apenas sob luz da lua. Ainda sendo tratada mal por seu namorado, ela continua fazendo sexo.
Marilyn, Judy, Sylvia
Tell ’em how you feel girls!
Work your blond (Jean) Benet Ramsey
We’ll haunt like Liberace
Find your freedom in the music
Find your Jesus, find your
Kubrick
You will never fall apart
Diana, you’re still in our hearts
Never let you fall apart
Together we’ll dance in the dark
Então ela lista artistas que morreram tragicamente (sim, parecido com Vogue, parabéns). Marilyn Monroe morreu jovem por overdose, assim como Judy Garland. Sylvia Plath se suicidou. As três foram colocadas juntas por terem morrido tragicamente e jovens, tendo uma vida conturbada, principalmente, pela mídia. Benet Ramsey era uma “pageant star” (como uma modelo infantil) assassinada aos 6 anos, com uma história de morte muito confusa e triste. Liberace foi um famoso pianista gay que morreu de AIDS e foi muito julgado ao longo de sua carreira. Diziam que ele assombrava sua mansão.
Encontre sua liberdade na música e suas inspirações (Stanley Kubrick). Princesa Diana possui uma das histórias de morte mais trágicas da história e foi “feita” pela fama. Essas pessoas jamais deverão ser esquecidas.
PERFORMANCES

A música foi introdução da turnê “The Monster Ball”, que teve duas fases. A primeira era a versão para palcos menores e a performance era feita no escuro, enquanto Gaga usava uma roupa iluminada, para se destacar. Dance in the Dark – Monster Ball 1.0.

A segunda versão, para arenas e estádios, era uma imagem projetada da Gaga no telão. Dance in the Dark – Monter Ball 2.0.

Fora a turnê, a única outra vez que a música foi performada ao vivo aconteceu no Brit Awards de 2010, logo após uma versão de Telephone no piano dedicada ao estilista Alexander McQueen, que se suicidou (outra morte trágica para o uso da música) e foi usado como inspiração para a música Fashion of His Love, em Born This Way.

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Marcel Duchamp

Duchamp (1887-1968) é reconhecido como, juntamente com Picasso e Matisse, um dos três artistas que ajudaram a definir o desenvolvimento das artes plásticas no início do século XX.

A critividade não é performada pelo artista sozinho; o espectador traz o trabalho em contato com o mundo externo por interpretar e decifrar suas qualificações internas e assim adicionar sua contribuição para o ato criativo.

Tendo feito parte de outros movimentos como pós-impressionismo, Duchamp possui um grande nome no Dadaísmo, que pode ser definido como uma reação negativa à Primeira Guerra Mundial. O Dadaísmo rejeita a razão e lógica, priorizando a falta de senso, irracionalidade e intuição. Concentrava sua política anti-guerra pela rejeição da padronização da arte pela anti-arte. A origem do nome ‘Dada’ não é certa, acredita-se ser apenas uma palavra sem sentido.

Dada é a base para a arte abstrata, um início para a arte performática, um prelúdio para o pós-modernismo, uma influência para o pop art, uma celebração da anti-arte para futuramente ser adotado pela ‘anarco-política’ na década de 60 e o movimento que preparou o terreno para o surrealismo.

Juntamente com Francis Picabia e Man Ray, Marcel começou a questionar as atitudes em relação ao processo artístico, levando o dadaísmo ao extremo com seus “ready-mades”, objetos que eram usados como arte com poucas alterações em sua forma original. Fonte é o seu “ready-made” mais conhecido, onde um mictório foi posto em um pedestal com assinatura “R. Mutt”, uma firma de engenheiros sanitários. A peça foi inscrita numa exposição independente, atrás de uma tela. Assim, enquanto o Dadaísmo europeu questionava o propósito da arte e seu valor cultural, Duchamp questionava o que constituía a obra de arte e criticava as noções de valor material.

A obra foi retirada pelo comitê, por insistir que não era arte. Isso causou confusão entre os dadaístas e Marcel resignou do grupo de artistas independentes.

A fonte pode ser interpretada de diferentes formas. Segundo o filósofo Stephen Hicks: “O artista não é um grande inventor—Duchamp foi fazer compras numa loja de encanamentos. A obra de arte não é um objeto especial—era um produto fabricado em massa em um fábrica. A experiência da arte não é excitante e enobrecedora—no máximo um quebra cabeça que geralmente deixa um senso de desgosto. Mas além disso, Duchamp não selecionou qualquer objeto pronto para expôr. Por selecionar o urinol, sua mensagem foi clara: Arte é algo onde você urina.”

Outras interpretações mais radicais falam sobre a forma do urinol assemelhar-se com a de um Buda ou as curvas erotizadas de uma mulher, dando a ideia do tratamento de homens em relação as mulheres em relação ao ato de urinar.

Metrópolis

Metrópolis é um dos meus filmes preferidos. Feito em 1927, dirigido por Fritz Lang, o filme é em preto e branco e mudo. O filme é pouco conhecido, mas é extremamente importante para a história do cinema e da cultura pop, porque ele é muito referenciado por artistas e bandas. Fritz Lang conseguiu desenvolver um filme muito a frente de seu tempo, contendo efeitos muito avançados para a época e uma visão muito bem desenvolvida sobre a sociedade.
Artistas que fizeram referência ao filme: Lady Gaga (também em ‘Paparazzi’), Beyoncé, Kylie Minogue, Madonna (também em Material Girl/cena do filme), Queen e Janelle Monáe. Mas por que tantos artistas fazem referência à este filme?
Metrópolis é uma cidade futurística divida entre duas classes sociais: os trabalhadores, que vivem miseramente fazendo trabalho braçal excessivo e moram no subsolo da cidade, e os projetistas da cidade, que trabalham com o intelectual e moram na parte de cima da cidade. Os trabalhadores são muito bem representados, sendo comparados a rebanhos de ovelhas, andando sempre cabisbaixos e sem emoção, trabalhando ao extremo.
Freder é o filho do dono de Metrópolis, Joh Fredersen, que vive iludido pelos grandes parques e diversão que o poder de seu pai proporciona. Até que um dia Maria aparece num dos grandes jardins, rodeada por crianças pobres e tristes, dizendo “Estão vendo? Esses são seus irmãos e irmãs.” Enquanto a segurança tenta expulsá-los, é notável que ela consegue exercer um certo poder sobre as pessoas apenas com seu olhar, que também encanta Freder.
Apaixonado, Freder a segue pela cidade dos trabalhadores e acaba achando uma espécie de fábrica, com uma grande máquina, enquanto vários trabalhadores fazem seu máximo para mantê-la funcionando e estável. Logo, acontece uma explosão, que mata vários trabalhadores e uma das melhores partes do filme acontece. Enquanto efeitos especiais avançados simulam a morte de vários trabalhadores, a máquina é comparada ao deus semita Moloch, que era honrado com sacrifícios humanos. Os trabalhadores sacrificam suas vidas pelo trabalho forçado e desumano. Ao ver isso, Freder fica traumatizado e foge.
É importante notar que o trabalho dos trabalhadores é extremamente braçal e mecânico, como se eles fossem uma extensão das máquinas, sem precisar usar nenhum trabalho intelectual.
Joh Fredersen recebe um aviso de que os trabalhadores estão planejando uma espécie de revolução e Freder conta sobre o que viu na cidade subterrânea, o que faz seu pai contratar um espião para segui-lo. Voltando à cidade dos trabalhadores, Freder avista um homem cansado de trabalhar em uma espécie de relógio gigante e resolve substituí-lo, trocando até suas roupas. Ele sente na pele o que é ser um trabalhador. Enquanto isso, é convidado para um reunião secreta dos trabalhadores.
Joh, preocupado com os planos que viu, procura o cientista da cidade, Rotwang. Este era apaixonado pela ex-mulher de Joh, que morreu, e desde então tenta reconstruí-la em uma forma robótica. Fredersen conta dos planos para Rotwang  eles vão investigar nas cidades subterrâneas. Lá encontram Maria fazendo discursos de salvação, dizendo que deve haver um salvador, alguém que possa ser o mediador entre o cérebro (intelectuais) e as mãos (trabalhadores): o coração. Freder confessa seu amor por Maria, enquanto Joh e Rotwang decidem raptá-la para usar como modelo para o robô.
Freder não consegue achar Maria e começa a procurá-la. Após a cena excepcional de transformação da Maria em robô, Freder entra na casa de Rotwang por escutar gritos e acaba encontrando Maria (robô) abraçada com seu pai, Joh, e fica maluco.
Em outra cena excepcional, Maria faz uma dança sensual para a camada elevada da sociedade, conseguindo provar sua sedução, consumida por olhares do público (cena). Numa luta entre Joh e Rotwang, a verdadeira Maria foge para a cidade. É dito que Maria, que não sabem ser a verdadeira ou a falsa, está causando caos em Metrópolis, pedindo uma revolução violenta. Os trabalhadores, liderados por Maria, caminham para destruir a Máquina Coração, que inundaria a cidade, onde os filhos dos trabalhadores ainda se encontram. Freder e a verdadeira Maria salvam as crianças, enquanto a verdade sobre a Maria robô é revelada, pois o operador da Máquina Coração contra para os trabalhadores as consequências de sua destruição. A Maria falsa é queimada.
No fim, Grot (operador da Máquina Coração) e Joh apertam as mãos, como pedido por Freder. Ou seja, houve a mediação de Freder (o coração) para haver paz entre Grot (mãos) e Joh (cérebro).
Além das milhares de análises possíveis em visões da sociedade, muitas pessoas interpretam de modo radical, pelo uso de vários símbolos como pentagramas na porta de Rotwang. O filme fala que as diferenças sociais devem ser resolvidas pela mediação e união das camadas, ao invés dos controles e propagandas para enriquecer ainda mais a classe rica. Metrópolis também trata dos problemas dos operários da revolução industrial e desenvolvimento do capitalismo, fazendo com que continue sendo um filme com tema atual, mesmo que tenha sido lançado há quase cem anos.
O filme é expressionista alemão e, na época, foi idolatrado por Hitler, que até pediu para Fritz Lang produzir filmes nazistas para ele. E eu concordo com Hitler em pelo menos um ponto. Metrópolis possui muitas cenas intensas, com efeitos muito avançados que levaram o cinema a outro nível, além de tratar muitos problemas da sociedade da época e atual com uso de símbolos religiosos.
Assim, pode-se concluir que o uso excessivo de referências ao filme se dá pelo uso da transformação de Maria humana em robô, para controlar o público com seu poder se sedução. Além das inúmeras vezes que ele é usado para simbolizar o futuro e o estilo desumano e robotizado que os trabalhadores são tratados.
Posso destacar um discurso da Gaga (não lembro qual) falando sobre não ser um produto do governo, controlado para manter a alienação da massa popular e distraí-la dos problemas que deveriam ser combatidos.
Quem se interessar, fiz um vídeo para a música ‘Rotwang the Inventor’ do DJ White Shadow, com cenas de transformação da Maria em robô, focando na visão de Rotwang. O vídeo foi aprovado pelo próprio, então… (Diminuam o som no final do vídeo e tentem não morrer de susto).

Corporate Cannibal

Como eu tinha dito no post Pop Video Countdown, o vídeo e a música Corporate Cannibal, da Grace Jones, me chamaram atenção e eu resolvi fazer um post sobre a análise e interpretação, me baseando principalmente no texto do site The Pinocchio Theory.

Lançado em 2008, a música fala sobre o capitalismo corporativo, resumindo o cenário em que se encontra os Estados Unidos. Em outubro do mesmo ano, ela foi entrevistada pela ‘Scene Junkie’ e explicou que estava obcecada com o assunto e resolveu escrever. No final de 2011, foi relembrada porque o movimento Occupy, que trata do mesmo assunto contra o capitalismo corporativo, estava começando a surgir, tendo início em setembro, em Nova York.

O capitalismo corporativo é caracterizado pelo domínio de corporações hierárquicas e burocráticas do mercado. As pequenas empresas são muito afetadas (nos Estados Unidos, mais de 50% delas). Esse tipo de mercado é muito criticado por não agir nos interesses do povo e circundar a democracia.

O movimento Occupy de 2011 foi contra a desigualdade social e econômica, com objetivo de tornar as relações políticas e econômicas menos verticalmente hierárquicas e melhor distribuídas. Também diz-se que as grandes corporações e o sistema financeiro global controlam o mundo que acaba beneficiando uma minoria, indo contra a democracia. O movimento ocupou o mundo todo e teve início em Nova York.

I’ll consume my consumers, with no sense of humour
I’ll give you a uniform, chloroform
sanatize, homogenize, vaporize… you

Na mesma entrevista para a ‘Scene Junkie’, Jones respondeu a pergunta “Como você se sente sobre seu novo lançamento?” e falou um pouco sobre o assunto: “Na verdade, eu não queria fazer se fosse para fazer do mesmo jeito corporativo que eu costumava fazer. Não foi sempre dessa maneira, sabe?” Em seguida mencionou como as grandes gravadoras fazem com que você seja parte delas, querendo ou não, porque elas estão acabando com as pequenas empresas.

Segundo Charles Mudede: “Nós não olhamos mais para o capital de uma distância segura, mas diretamente para sua boca escura, como se nós estivéssemos num prato branco, para logo sermos devorados”, o que nos leva ao vídeo da música.

O vídeo foi dirigido por Nick Hooker e foi seu primeiro trabalho em vinte anos. O vídeo mostra apenas o busto de Jones sendo distorcido o tempo inteiro com uma cor muito escura, em contraste com o fundo branco. As distorções fazem com que ela esteja sempre esticada e fina, com destaques momentâneos para sua boca e olhos. Algumas vezes ela aparece triplicada, como se houvesse mais de uma da mesma pessoa distorcida. Nada é estável e dificilmente podemos dizer como é a aparência dela. Pegaram as semelhanças com o capitalismo corporativo?

I deal in the market, every man, woman and child is a target
A closet full of faceless nameless pay more for less empitness
I’ll make you scrounge, in my executive lounge
You pay less tax, but i’ll gain more back

Jones também acaba por remeter não só a sua carreira, mas a de vários artistas da década de 80, com a transgressão. Hoje em dia transformações desse tipo não são mais encaradas da mesma forma e passaram a ser uma estratégia de marketing, sendo o capital a única coisa transgressiva, pelo modo como ele nos devora e nos usa sem limites ou distinções.

Para mim, Corporate Cannibal é mais uma invenção da música através da arte e da política que deveria servir como inspiração e “lição” para como a indústria da música e da cultura pop atual caminham.

Pop Video Countdown

Resolvi postar como forma de introduzir o que é o blog, em função da cultura pop na história da música e como ela vem se desenvolvendo.

Em Agosto de 2011, Gaga lançou um vídeo em sua página oficial do Youtube listando os vídeos que considerava terem mudado o Pop para sempre. Deitada numa banheira vazia (de roupa) e saltos à mostra, ela inicia o vídeo com o clássico “Hello, everyone! This is Lady Gaga.”

O primeiro vídeo listado é Stay (Shakespear’s Sister, 1992)“I love this video because it mixes this sort of strange and airy aesthetic with something that is so beautiful.” O vídeo é inspirado no filme  Cat Women of the Moon, onde astronautas vão para a Lua e são surpreendidos por mulheres misteriosas em suas roupas pretas e apertadas.

Numa cama, num cenário que ocorre no espaço, se encontra um homem em coma e uma mulher que canta para ele, pedindo que não se vá e continue com ela. Após versos românticos, surge uma mulher (com roupas claramente inspiradas no filme) do topo de uma escada bem iluminada dizendo que o amado não será salvo. Logo, ela desce da escada e inicia uma luta entre a vida e a morte. Após não conseguir seduzir o homem para conseguir sua alma, revira os olhos ao vê-los se abraçando e caminha de volta para a escada piramidal iluminada.

O segundo vídeo da lista é Hold On (Wilson Phillips, 1990).

“I remember watching this video with my mother and dancing around in the living room. I remember wondering if my mom could invite one of her friends over so that we could each be a member of Wilson Philips and act out the video together.”

“She also had a great pair of mom jeans.”

O terceiro vídeo é Corporate Cannibal (Grace Jones, 2008).  Por ser um vídeo que despertou muito o meu interesse, vou comentá-lo em outro post.

“I absolutely love this video. It’s no secret that I’m a huge Grace Jones fan and I thought that this music video was not only modern but incredibly unique and interesting. Chris Cunningham did an incredible job.“
O quarto vídeo é Stress (Justice, 2008). “I just remember when I first saw it; I thought this is what pop music should look like.”

Obviamente que o vídeo causou polêmica, o que não deixou de ser uma das intenções. Enquanto uma batida electro/disco house toca ao fundo, um grupo de jovens vestindo jaquetas com desenho de uma cruz (capa do álbum Cross) vandalizam no subúrbio da França. Em 2009, os integrantes disseram para a revista ‘Dummy’ que cada música tinha um conceito forte e único e que eles queriam que o público continuasse tentando adivinhar o conceito de ‘Stress’, depois de ser acusado como racista.

Então Gaga lista uma de suas maiores inspirações: David Bowie, com ‘Life On Mars?’ (1971). A música já foi descrito como “um cruzamento entre um musical da Broadway e uma pintura de Salvador Dalí”. No vídeo, podemos ver Bowie com uma maquiagem forte em cores que chamam atenção enquanto canta a música num fundo branco, “It was so simple and so effective, but that make-up–you could never forget it.”

Segundo Bowie, a música fala sobre a reação de uma menina com a mídia: “I think she finds herself disappointed with reality… that although she’s living in the doldrums of reality, she’s being told that there’s a far greater life somewhere, and she’s bitterly disappointed that she doesn’t have access to it.” A letra também fala sobre a futilidade da existência humana, tópico recorrente nos trabalhos iniciais de Bowie.
Agora o vídeo que eu considero o mais divertido: Too Funky (George Michael, 1992). Dirigido por ninguém mais, ninguém menos que Thierry Mugler, o vídeo mostra modelos desfilando na passarela com roupas desenhadas por Mugler. O vídeo é inspirado em ‘Freedom! ’90’, também de George Michael.
“When it comes to fashion, when it comes to super models, there’s really no video that does it better. This video changed pop music and fashion forever.”

O sétimo vídeo é Waterfalls (TLC, 1995). O vídeo e a música tratam de assuntos como drogas e Aids. A primeira história é de um filho que não ouve o pedido de sua mãe para parar de vender drogas e acaba morto no momento da venda. A segunda história mostra uma mulher convencendo um homem a não usar proteção no sexo e ele acaba contraindo Aids.

“This video shook me to my core through its message and through how strong and powerful they were, and are, as women.”

“The next needs no explanation. This is arguably the greatest music video of all time.“ Thriller.

O próximo da lista é Vogue (Madonna, 1990) e retrata algo que me interessa: The Golden Age of Hollywood (Era de Ouro), retratando artistas como Marilyn Monroe, Greta Garbo, Katharine Hepburn, Marlon Brando, Jimmy Dean, Fred Astaire, Ginger Rodgers, Grace Kelly e Bette Davis.

“The next music video I chose is perhaps her most iconic, most memorable. We all love it; we all dance to it; we all would die without it.”
O décimo da lista é If I Could Turn Back Time (Cher, 1989). O vídeo mostra Cher com um ‘fishnet bodysuit’ (arrastão) cobrindo as partes íntimas com um maiô bem curto (e parecido com que a Paula Abdul tinha acabado de usar na mesma época, o que gerou ainda mais controvérsia) cantando e dançando para marinheiros. “She still looks the same in it, by the way.”

“The next video that I chose happens to be one of my favorite videos of all time. To say that she’s a fashion inspiration is an understatement. She’s also very beautiful and a good person.”

O último vídeo escolhido é Here I Go Again (Whitesnake, 1982). A escolha vem fora do “padrão” pop da lista:

“And last, for my video countdown, I wanted to choose a song and a video that some may not deem as pop music; Whitesnake, “Here I Go Again” is a music video that changed the landscape of pop forever. So many rock groups got so much s**t for making popular music. They were told that they sold out; they were told that they were not as hardcore as they used to be. But when that beautiful blonde girl got on the top of that car and danced, we never thought about any other girl again.“

POP and ART

A arte esteve sempre presente com a humanidade, acompanhando sua evolução e novas ideias. Artistas há anos criam novas maneiras de se ver o mundo e foi na metade do século XX que surgiu o contexto de pop art, produzindo novas formas de arte, venda e, mais uma vez, a grande pergunta: o que é arte?

A transformação de um artista em imagem e ícone, assim como a transformação de produtos, desencadeou o que nós podemos ver principalmente na cultura pop: a idolatração de uma imagem. Mas a cultura pop não é apenas isso e o movimento pop art também não se limita. Acredito que estamos em uma era onde a arte perdeu força para o pop e, sem criticar o popular, acredito que ambos deveriam caminhar juntos.

Com essas vagas definições, meu intuito não é mostrar ao mundo meu conhecimento em arte, mas compartilhar meu interesse e acompanhar as minhas visões sobre este mundo.

Minhas opiniões serão mostradas separadamente dos textos que serão sobre artistas e músicos que me inspiram, a cultura pop, a história da arte e subcategorias que me interessam (arquitetura, fotografia, moda, etc).

Todos são bem vindos para críticas, compartilhamento de informações e mostrar sua própria arte.