Mais do que escrever sobre a vida de Marilyn Monroe, eu gostaria de questionar o que faz um ícone, como alguém se torna tão famoso por décadas e décadas após a sua morte e ainda continua sendo idolatrado sem que as pessoas mal saibam de sua carreira.

Talvez um ícone tenha uma fórmula mágica de tragédia: quanto mais trágica for a vida pessoal da celebridade que as pessoas procuram tanto saber, entender e investigar, mais a imagem de uma coitada com tanto talento e uma vida desperdiçada é enaltecida. Quantas pessoas que temem em tanto indicar Monroe como uma diva ou um ícone feminino viram algum momento de sua carreira como atriz?

Não que eu esteja dizendo que Marilyn era uma atriz ruim (Bette Davis discorda), não que eu ache que ela não mereça ser tratada como um ícone e não estou tentando dizer que ela não merece nenhum reconhecimento. Estou tentando questionar o que constrói a imagem de uma pessoa, tomando-a como referência.

Marlyn é e sempre foi reconhecida pela sua beleza. Sua morte provocou uma popularização de sua imagem, o que desencadeou um olhar sobre sua vida pessoal, com três casamentos e diversos amantes, incluindo o ex-presidente John F. Kennedy e seu irmão, Robert Kennedy. Sua infância também havia sido conturbada, mas nada comparada com sua morte ainda não totalmente desvendada, apontada como suicídio por overdose. Sua morte é referenciada como “uma das maiores teorias conspiratórias de todos os tempos”.

“The most important facts are: she was a brilliant comedian who mocked the sex doll manqué that was American ultra-femininity in the Fifties, even as she was its greatest incarnation. She was (effectively) an orphan. She was ambitious. She was kind-hearted. She was pornographic. She was a drug addict. She died at 36, and she may have been murdered because she threatened to expose JFK and his brother Robert, both of whom she was sleeping with; if not, she killed herself. This is the chaos the biographer finds.” Tanya Gold

Fora sua vida pessoal, ela é conhecida pela cena no filme “The Seven Year Itch” e sua homenagem de parabéns para o então presidente Kennedy.

File:The Seven Year Itch (Marilyn Monroe's skirt blows up).jpg

Eu tenho certeza de que não fui claro, não apresentei um ponto ou argumentos totalmente coerentes porque eu queria deixar essa pergunta no ar. Acho que não sei o suficiente sobre Marilyn, desconheço pessoas que tentam questionar a sua carreira e fama, então tento deixar a pergunta aberta para discussão tendo em vista formar a minha própria opinião sobre a tão reverenciada atriz (ou celebridade?) e mais tarde escrever respondendo à minha própria pergunta sobre ícone, a vida de Marilyn e seu legado.

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